(Ana)
“You and I go hard at
each other like we're going to war
You and I go rough, we keep throwing things and slamming the door
You and I get so damn dysfunctional we start keeping score
You and I get sick, yeah, I know that we can do this no more
You and I go rough, we keep throwing things and slamming the door
You and I get so damn dysfunctional we start keeping score
You and I get sick, yeah, I know that we can do this no more
But, baby, there you
go again, there you go again making me love you, uh
Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go, uh
Now you're stuck on my body, on my body like a tattoo, uh
And now I'm feeling stupid, feeling stupid coming back to you, uh” (Maroon 5 - One More Night)
Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go, uh
Now you're stuck on my body, on my body like a tattoo, uh
And now I'm feeling stupid, feeling stupid coming back to you, uh” (Maroon 5 - One More Night)
Acordei com o toque do meu telemóvel, escusado será dizer
que comecei a reclamar comigo mesma, mas porque raio não desliguei o telemóvel
ontem á noite? Assim podia descansar hoje à vontade, tirei a mão das mantas
muito a custo e fui tirar o telemóvel da mesinha de cabeceira e atender, embora
o meu subconsciente não me dissesse que era o Rodrigo, eu sabia que era ele porque
cada pessoa no meu telemóvel tinha um toque personalizado e este era o dele,
atendi e respondi:
- Sim? – Respondi mesmo sem energia quando o
que mais me apetecia era dormir, ontem fiquei acordada até tarde a escrever a
letra de uma música que acabou por não sair como queria, resultado, frustração
era a ordem do dia.
- Ei cara que
molengona! Cê não se lembra que ganhei a aposta? – Mas que aposta Rodrigo
Maria? Eu quero dormir, és pior que o David tu! Mas porque razão te dei o meu
número! Ai já sei: perdi a aposta contigo!
- Se é para me
acordares a um sábado logo de manhã, ou melhor de madrugada, mais-valia ter-te
dado o número falso! Assim não me chateavas a cabeça. – Sentei-me na cama e
comecei a espreguiçar-me, isto de ser acordada pelo Rodrigo Moreno tinha um
encanto mas ao mesmo tempo um dissabor estranho, a nossa relação era tipo cão e
gato, mas ele mexia comigo, senão não lhe tinha dado o meu número, mas claro
que não esperava que ele me ligasse no dia seguinte logo de manhã.
- Cê não viu bem
as horas! É meio-dia e meia! Está na hora de cê levantar o rabo da cama,
vestir-se e dentro de meia hora estou à sua porta! Não dê desculpa, sei bem que
não tem nada hoje e perdeu a aposta comigo! – Claro a aposta, ainda por
cima não lhe podia dar a morada falsa porque por mais que uma vez ele já me
veio pôr a casa mas mesmo assim respondo:
-Os teus pais
nunca te ensinaram que é feio chatear os outros? – Realmente estava um
pouco chateada com ele, não era justo acordar-me ao meio dia e meio de um
sábado, visto que nem o pequeno David e a minha prima mo fizeram, isto porque
este fim-de-semana tinha a casa vazia, ele foi passar o fim-de-semana com o pai
e ela foi visitar os pais, visto que no último ano nunca o tinha feito.
-Ei cara não
precisa ser ruim! Ganhei a aposta justamente e vai ter de carregar com as
responsabilidades de aturar o grande todo o dia. – Dizia isto num tom de
vitória, ai é Rodrigo Moreno Machado? Então vais levar uma resposta:
-Então desististe
e vais chamar o Cardozo ou o Lima? É que tu de grande não tens nada! –
Começo a rir-me e ele apenas fica calado, aquela picardia era clássica em nós,
talvez demasiado porque toda a gente nos dizia que íamos acabar namorados,
sinceramente já achei menos que isso era provável, hoje não digo que não, nem
que sim, deixo no ar um simples talvez.
-Cê machucou o
Rodrigo! Não sou só mesmo eu e tu! Contente?
-Lá tem de ser não
é? E já sabes onde vamos? Aviso já que para me aturares o dia todo tens de
fazer as coisas á minha maneira. – Eu era a típica rapariga que não deixava
de ser eu mesma só por causa do estatuto de jogador de futebol, ou de ter algum
dinheiro, eu dava-me com ele porque me dava… Desde o primeiro dia em que nos
conhecemos e começamos a falar que temos uma relação difícil mas acho que só o
facto de ele viver acima da média era motivo suficiente de brincadeira, claro
que também brincava com o seu sotaque e com a sua energia, tinha sempre
resposta na língua! Por incrível que pareça nunca o vi maldisposto!
-Cê nem pense! Já tenho tudo programado!
Beijinho não demoro. – Dito isto desligou a chamada, vais pagar por me
teres desligado o telemóvel sem me deixares responder, ai vais!
Tomei um banho
rápido ao som da música que cantei ontem para o Rodrigo e era a música que
tinha como toque quando ele me ligava, algo que só aconteceu uma única vez até
agora, e claro serviu para me acordar, que sentido de oportunidade! Vesti uma
roupa mais provocatória, era óbvio que as nossas picardias se relacionavam com
tudo o que às vezes com o simples andar um do outro servia para nos
provocarmos, queria ver qual era a sua reacção aquela roupa.
De seguida fui até à cozinha para beber um copo de leite,
decidi não comer nada, um velho hábito, não tomar pequeno-almoço e como não
sabia o que esperar mais valia ir preparada para qualquer coisa, ao menos
estaria segura com o meu copinho de leite, mas mal começo a beber o leite oiço
a campainha, pousei o copo em cima da bancada e fui até á porta de casa, como
sabia quem era nem espreitei, abri a porta e não é que fico parva? Era o
Rodrigo, sim! Mas estava com um sorriso lindo, perfeito e um brilho especial…
ou seria da minha cabeça?
- Tá pronta, tou
vendo.
- Estou sim.
Podemos ir – ainda estava meia zonza quando fechei a porta de casa e
começamos a caminhar lado a lado –
pode-se saber o que tens preparado ou nem por isso?
- Tava pensando em
irmos almoçar primeiro, pode ser?
- Claro – chegámos
perto de um carro e o Rodrigo abriu a porta do lado do pendura – estou a ver que és um cavalheiro.
- Se não fosse ia
começando a reclamar, aposto!
- Claro… como
sempre não é! – Eu entrei no carro e o Rodrigo deu a volta ao mesmo e
entrou.
- E essa roupa? Cê
quer ser contratada para fazer campanha pra alguma marca de roupa? – Lá
tinha de vir o comentário. Não lhe dei a importância que ele procurava e liguei
o rádio do carro. Não podia
ser pior…
“But, baby, there you go again, there you go
again making me love you, uh
Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go, uh
Now you're stuck on my body, on my body like a tattoo, uh
And now I'm feeling stupid, feeling stupid coming back to you, uh”
Yeah, I stopped using my head, using my head let it all go, uh
Now you're stuck on my body, on my body like a tattoo, uh
And now I'm feeling stupid, feeling stupid coming back to you, uh”
Olhei para o Rodrigo que cantarolava a música com um
sorriso na cara de orelha a orelha, contudo ia fixo com o seu olhar na estrada.
Eu acabei por o acompanhar e sorri ao ver que ele tentava, a custo, dizer as
frases da canção, mas custava-lhe a sair. Acabamos por nos desmanchar a rir a
meio e perdemos o ritmo da música.
Como será que corre o dia a estes dois? Será que se sucumbem um ao
outro?
E para Rita, como estará a ser o dia dela com os pais?
Olá!
ResponderEliminarBem, eu pensei logo "nao me posso atrasar na Um Amor Como O Teu senao depois perco o fio à meada!" e la vim eu! Eu ca gostei muito do que li sobre as personagens e neste primeiro capitulo. Promete... mas de voces as duas so podia, nao é?
Espero o proximo!
Beijo
Ana
Olá!
ResponderEliminarAcho que acabei de encontrar mais uma fic para eu me viciar. ;)
Adorei!
Que venha o próximo para a Mariana saber o que se vai passar!
Beijinhos
Isto promete
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